

14 outubro 1655, O nosso conterraneo, soldado, de certo Mosqueteiro ou Arcabuzeiro Manuel NUNES era feito prisoneiro pelos holandeses quando tomaram o Forte de Caletura. Orgulho em lembrar a participação de um Forninhense na expansão da nossa nação no extremo oriente.
En 1594 as forças portuguesas levadas pelo General De Azevedo conquistaram Kalutara. O constructor do forte de Kalutara foi Jorge de Albuquerque em 1622. O forte tinha 300 homens de arma em permanencia e servia a proteger os navios de comercio nos mares de Ceilão.
Mais tarde o forte foi conquistado pelo Rei Rajasinghe I do Reino de Sitawaka, depois pelos Holandeses e enfim retomado pelos Portugueses para o perder definitivamente em 14.10.1655 depois de serem sitiados pelas tropas da VOC, Companhia das Indias Orientais Holandeses.
Essa data corresponde a historia do nosso soldado e tornando plausível o relato da sua vida militar.
3 anos dia por dia estaria em Lisboa para depor no Tribunal da Inquisição.
Patriota e Forninhense
Carlos
Mais tarde o forte foi conquistado pelo Rei Rajasinghe I do Reino de Sitawaka, depois pelos Holandeses e enfim retomado pelos Portugueses para o perder definitivamente em 14.10.1655 depois de serem sitiados pelas tropas da VOC, Companhia das Indias Orientais Holandeses.
Essa data corresponde a historia do nosso soldado e tornando plausível o relato da sua vida militar.
3 anos dia por dia estaria em Lisboa para depor no Tribunal da Inquisição.
Patriota e Forninhense
Carlos
Artigo descrevendo a queda de Caletura tirado da pagina :
http://lakdiva.com/island/i990110/leisure.htm#Along%20the%20Kalu%20Ganga%20basin%20through%20the%20eyes%20of%20the%20Portuguese
Nota bene : Artigo sobre Caletura em Inglês que vou traduzir quando tiver um pouco de tempo. Um outro artigo nessa pagina refere-se a duas mulheres do Sri Lanka que tem nomes de origem portuguesa : "Silva e Perera"... assim mesmo 400 anos depois Portugal ainda esta presente nessa herança.
http://lakdiva.com/island/i990110/leisure.htm#Along%20the%20Kalu%20Ganga%20basin%20through%20the%20eyes%20of%20the%20Portuguese
Nota bene : Artigo sobre Caletura em Inglês que vou traduzir quando tiver um pouco de tempo. Um outro artigo nessa pagina refere-se a duas mulheres do Sri Lanka que tem nomes de origem portuguesa : "Silva e Perera"... assim mesmo 400 anos depois Portugal ainda esta presente nessa herança.
13 comentários:
Artigo interessante e bem relevado.
Cumps
Ex.mo Carlos de Matos (e companheiros)
O vosso trabalho e empenho na investigação e divulgação dos valores de Forninhos é tão evidente que dispensaria este meu intróito. De qualquer forma, teria de salientá-lo para justificar os meus sinceros parabéns pelo magnífico trabalho que têm aqui desenvolvido.
Forninhos não me é, de todo, desconhecido. Calcorreei essas paragens há 23 anos, quando andei na recolha documental e fotográfica (com o João Portugal) para a monografia Aguiar da Beira- A História, A Terra e as Gentes.
Lembro-me que, em determinada altura, um jovem da localidade (que teria os seus 11 ou 12 anos)colaborou connosco, sendo ele um Forninhense com o espírito de anfitrião e amante da sua mátria. Entre outras contribuições, foi ele que, num fim de tarde amena, nos narrou a lenda que reproduzimos na página 245 - então inédita - a qual já vi reproduzida em outras publicações de âmbito etnográfico. Provavelmente o seu nome consta dos agradecimentos no final da obra - e, se omisso, a falta é nossa - mas este exemplo vem demonstrar todo o carinho com que as gentes de Forninhos nos receberam. Nem será de esquecer o caso de ser necessário trazer o quadro alusivo ao milagre da Senhora dos Verdes para a luz do dia, para assim evitar o reflexo do flash - e, mesmo assim, ter de fazer a montagem do texto com a gravura, como facilmente se verifica na página 85 (op. cit.).
Todavia, hoje entro em contacto consigo para trocar algumas impressões, designadamente aquelas que se inserem no trabalho que estou a levar a efeito sobre Aguiar da Beira. Para lém disso, agradeço o seu contacto através do correio electrónico pessoal, uma vez que necessito de autorização para referir investigação realizada por si e as referências biblioghráficas às peças deste vosso blog.
Para tanto, o meu e-mail é: se_costa@sapo.pt.
Os meus sinceros cumprimentos
Fernando J. Santos Costa
Bomdia Sr Santos Costa,
agradeço-lhe os parabens que partilho inteiramente com os restantes contribuidores e leitores desse espaço Forninhense.
Esse projecto de relevar com www.forninhos.com e o Blog a nossa historia e as nossas gentes, começou à 12 anos com uma pagina na net onde fazia-mos o relato das nossas actividades e apresentavamos a nossa terra ao mundo.
O documento inspirador foi sem duvida a sua propria obra ; "Monografia de Aguiar da Beira. A História, A Terra e as Gentes" que eu comprei com o meu dinheiro de bolso em 1986 quando andava no ciclo de Aguiar. Acho que eu li de uma so vez. Hoje é um prazer ter contribuido modestamente dado a conhecer melhor as nossas terras do Alto Dão onde tantas historias individuais fazem a grande historia.
Agradeço-lhe pessoalmente por esse impulso, esse exemplo que animou a nossa motivação nesse trabalho conjunto, federando iniciativas na promoção do nosso conselho.
Quiz lhe responder nesse blog para partilhar com todos esse contacto esse testemunho positivo e pedagogico, entraremos em contacto consigo e proponho ja hoje aos meus companheiros de colaborar consigo nesse seu projecto sobre Aguiar da Beira.
Seria um seguimento logico desse empenho que você impulsou de uma certa maneira.
Sinceros cumprimentos
Carlos de Matos
Caro
Carlos de Matos
e todos os colaboradores do Blog.
Agradeço a disponibilidade e decerto terei oportunidade de entrar em contacto convosco, uma vez que, estou certo, é de primordial importância, dada a vossa valia e espírito de ivestigação, para além de vos saber amantes da vossa Terra.
Na obra que estou a ultimar, pretendo ser abrangente em todos os pormenores do concelho e das freguesias do seu alfoz, principalmente com atenção àqueles já publicados que eventualmente careçam de alguma correcção e aos que se encontram omissos no trabalho que já saiu impresso.
Decerto terei o prazer de fazer referência à vossa participação e a este blog, o qual vos peço que mantenham com o mesmo interesse e denodo com que o têm feito até agora.
Infelizmente, alguns documentos do concelho se perderam no tempo ou pairam esquecidos em arquivos errados, o que não facilita a tarefa; mas muito há a pesquisar e algumas novidades factuais e históricas serão agora divulgadas. Vocês - e este é um mero exemplo - fazem-no em relação a Forninhos, como agora se comprova neste post sobre o soldado forninhense em Caletura (que eu desconhecia, na verdade). Referindo-o no meu trabalho, não deixarei de promover a vossa pesquisa e o facto de terem sido vocês a contribuirem para essa divulgação.
Um outro pormenor que posso revelar - e este relativo à obra de Aguiar da Beira já publicada - é que partimos (eu e o João) para uma pesquisa a partir do quase "zero". Tanto assim que, uma semana bem medida, passámos na Torre do Tombo (ao tempo, funcionava em São Bento, no mesmo palácio onde se encontra a Assembleia da República), com o privilégio de podermos manusear todos os documentos, porque pouco se encontrava em microfilme. Nem sequer tínhamos tempo para almoço - servíamo-nos na cantina, com umas saborosas sandes que gostosamente ali degustámos.
Um abraço para todos vós
Santos Costa
Possuo a obra dos dois escritores "aguiarenses" e a qual gosto de recorrer de quando em vez!
E fico ansioso pelo proximo projecto!
Embora possua alguns erros historicos e algumas omissoes, por exemplo, nao refere a passagem efemera das freguesias do antigo concelho de Penaverde, pelo concelho "D'Algodres", entre Novembro de 1836 e Junho de 1837!
Um abraco de amizade dalgodrense, para todos os aguiarenses.
Caro
D'Algodres
É evidente que houve omissões, de que me penitencio e que quero preencher com novos dados, inclusive os que se suportam em documentos.
Citou esse período, mas um outro houve, ainda pior - basta ler, aí à mão - a obra de Monsenhor Pinheiro Marques (Terras de Algodres).
O concelho de Fornos estava na calha para ser suprimido e incorporado no de Celorico da Beira. Segundo aquele ilustre autor, a Câmara de Fornos de Algodres “apressou-se a dirigir uma representação ao rei D. Pedro V, pedindo a sua conservação”. Satisfeitos com o resultado, os de Fornos foram mais longe e, alegando a proximidade das freguesias de Forninhos e Pena Verde, entre outras, conseguiram com a insistência, em 10 de Dezembro de 1867, em que foi extinto o concelho de Aguiar, não só aquelas pretendidas como as de Carapito, Cortiçada, Eirado e Coruche, para além de outras dos concelhos de Trancoso, Penalva e Mangualde. E o monografista citado de Fornos de Algodres, na sua justa pretensão a favor da sua terra (pois escreveu essa magnífica monografia em 1938), ainda se lamentava de ficarem de fora Várzea de Tavares, Juncais, Vila Franca, Vila Ruiva, Mesquitela e a então chamada Cabra! E desabafou: - “em todo o caso estavam em parte satisfeitas as justíssimas pretensões de Fornos!”
Isto aconteceu em 10 de Dezembro de 1867, como disse, para logo em 14 de Janeiro do ano seguinte (nem deu para arrumar os livros e tratar dos despejos), cerca de um mês, como se evidencia, voltar tudo ao mesmo antes do esbulho e “como dantes, quartel general em Abrantes!”
Obrigado pela oportunidade que abriu com este tema, pois é interessante, considerando que ambos os concelhos - Aguiar e Fornos - são dignos de o serem, pelas suas Gentes e pela sua História.
Um abraço para D'Algodres
Santos Costa
Depois de ter "postado o comentário" reparei que foi Al Cardoso quem assinou o comentário anterior e eu dirigi o meu a D'Algodres. Não sei se é o mesmo comentador: se é, apesar do lapso, fi-lo sem premeditação; se não é, as minhas desculpas ao Autor.
Caro Santos Costa:
De facto eu sou o mesmo, o Albino Cardoso e o proprietario do blogue; "d'Algodres" e do "Aquidalgodres", pelo que nao ha problema nenhum.
Ja quanto ao facto das divisoes municipais, foi originada muita confusao aquando da extincao da grande maioria dos municipios em 1836!
Deveriam ter sido ouvidas as populacoes e ter-se feito reorganizacoes concelhias devido a proximidade, para facilitar a vida as populacoes ainda mais nessa altura de pessimas ligacoes entre as varias freguesias.
Se acaso nao tem existido o Marques de Tomar, que era ministro do reino nessa altura provavelmente nunca a sede do municipio "D"Algodres" que incluia em Novembro de 1636 os extintos concelhos de Fornos, Figueiro, Infias, Matanca, Pena Verde e Casal do Monte, nunca teria sido transferida da vila de Algodres, para a Vila de Fornos, e provavelmente hoje a realidade geografica seria outra.
Quando a sede passou para Fornos de Algodres, e que se comecou a pensar nas freguesias do outro lado do Mondego pois fazia muito mais sentido pela proximidade, assim como por algumas do antigo concelho de Tavares! Realmente ainda hoje, se olhar para o mapa de Fornos, notam-se pelo menos duas grandes incongruencias, uma e a inclusao da freguesia de Queiriz e outra e a exclusao de Vila Franca da Serra!
Ja quanto a movimentacao referida pelo meu amigo, e descrita no livro "Terras de Algodres" do Monsenhor Pinheiro Marques, essas peticoes foram em relacao as varias extincoes da comarca, que foi algumas vezes incorporada na de Celorico, nunca nessa altura se falou na extincao do concelho, tanto quanto eu sei, pelo que aconselho-lhe e ler com mais atencao esse paragrafo.
De facto essas movimentacoes, originaram a integracao de varias freguesias de outros concelhos, na comarca restaurada. E tambem a partir dessa altura, passaram a pertencer ao concelho de Fornos as freguesias de Juncais que mais tarde se desmembrou e formou a nova freguesia de Vila Soeiro do Chao e, a Vila Ruiva.
Olhe que eu ate nem via nada mal que a freguesia de Queirz passa-se a pertencer a Aguiar ou a Trancoso, se numa verdadeira reorganizacao, passassem a pertencer a Fornos de Algodres, Vila Franca da Serra, Varzea de Tavares, S. Joao da Fresta, Antas e Matela, porque sao "muitissimo" mais perto desta vila do que de Gouveia, Mangualde e Penalva do Castelo aonde pertencem!
Era caso de haver um referendo e ver o que queriam as populacoes!
Desculpe ter-me alongado.
Um abraco dalgodrense.
Caro
Al Cardoso
Permita-me que insita na consistência do concelho pretendido e não na comarca. Na página 130 e 131 da obra citada de Mons. Pinheiro Marques(edição de 1988,a única que possuo), assim é referido, pois o parágrafo que refere o pedido da comarca, constando que o julgado ia ser extinto ( "em 22 de Abril de 1860, constando que o julgado ia ser extinto, a Câmara representou ao Parlamento"...etc), foi acompanhado de um outro em que se insistia para que a "este concelho fossem dadas as referidas freguesias".
Tirei cópias da legislação relevante através do arquivo histório da C.M. Trancoso, desde os decretos de Novembro e Dezembro de 1836, ao de Junho de 1837, Outubro de 1840, Março e Maio de 1843, Julho e Dezembro de 1867, Janeiro de 1868, Julho de 1895 e Fevereiro de 1898.
Por outro lado, concordo com as razões que o levam a concluir que Vila Franca da Serra, Varzea de Tavares, S. Joao da Fresta, Antas e Matela, deviam pertencer a Fornos de Algodres, por razões de logística, proximidade e outras de convivência social e histórica.
Um abraço
Santos Costa
Caríssimos Forninhenses e autores do Blog
Gostaria de trazer aqui uma postura camarária de Aguiar da Beira, com data de 4 de Maio de 1858, onde, entre outros artigos, ressalta o que diz respeito aos limites da coutada da freguesia de Forninhos. Essa postura vinha pôr cobro a algumas disputas entre pastores e proprioetário de cabras e bodes,mormente entre os de Forninhos e os de outras freguesias limítrofes, "quer fossem soltos ou presos" na coutada, com penas de multa de 120 réis por cada transgressão.
Da leitura do documento, que refere toponímia rústica, julgo vislumbrar algumas imprecisões de vocábulos inerentes, talvez devido propriamente à interpretação do escrivão ou à cópia da acta. Por isso, caso achem alguma incorrecção dos topónimos rústicos, agradeço que aqui o corrijam.
Diz a postura que as antigas demarcações são: "do Moinho da Gandra ao Leirão da Portela, daqui ao Comareiro da Horta do Clemente que é hoje de Maria Pinta, daqui à passagem das Androas, daqui à Corte do Vale Longo de António Ferreira daí à Corte das Laijeiras dos herdeiros de Francisco da Fonseca Alentejano, daí à Igreja da Senhora dos Verdes, daí às Cortes do Bartolomeu dos Lagarinhos, daí à Figueira do Fontelheiro, daí à Levada da Debuinha à do Porto, daí segue estrada abaixo Perdamoira até ao cabo dos Soitos da Gandra e fecha na quelha da Vinha dos Cortiços".
Ora, a Gandra é, nas matrizes prediais, Gândara; a Perdamoira é Pedra Maia; Androas é Andrões.
À vossa consideração.
Um abraço para todos
Santos Costa
Caro Santos Costa:
Irei consultar o pagragrafo que refere!
Entretanto e como o meu amigo (e desculpe assim trata-lo) possui as copias desses decrectos, seria ousadia demais pedir que mas faculta-se?
Um abraco dalgodrense.
Caro Santos Costa:
Tem toda a razao, queira desculpar-me!
Um abraco dalgodrense.
Bomdia
so hoje liguei na net depois alguns dias de férias. Ha tanta coisa a visitar aqui por França sempre uma peça historica ou outra perdida num museu recorda Portugal e seu papel nos séculos passados.
Farei um artigo sobre a "Sainte Barbe" na cidade de Saint Malo/Bretanha ela esta ligada com a ida de um Corsario Duguay Thouin ao Rio de Janeiro em 1711... os detalhes são fantasticos.
Obrigado Sr Santos Costa no seus contributos e desde jà queira aceitar ser autore nesse nosso modesto blog, ira receber um email com as indicações para participar em artigos. Sera um prazer partilhar o seu rigor intelectual e na pesquiza historica. Penso que o contacto com Sr Albino Cardoso tambem é valioso e que Aguiar e Fornos devem relevar esse territorio onde Forninhos, Penaverde... são hoje longe e ao mesmo tempo preservado com uma grande qualidade de vida. Penso que ha alternativas no desenvolvimento sustentavel para as nossas terras, faltam-lhe actores portadores de projectos para ir a frente.
Esse artigo sobre os limites da "Coutada" corresponde aos limites do coração mesmo do centro de Forninhos. Obrigado pela sua divulgação aqui neste espaço collectivo.
@té jà
Carlos de Matos
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