segunda-feira, abril 12, 2010

DIÁRIO DAS OBRAS DA CAPELA VIII

Olá a todos,

Antes demais cumprimentos a todos os forninhenses e visitantes deste blog, em especial os que estão fora e que sentem muitas saudades da nossa terra e das nossas gentes.
Coube a mim novamente voltar a publicar as imagens do andamento das obras da capela e informar-vos que estão a entrar numa fase final, pelo menos para já. O inverno deste ano tem sido muito rigoroso, o que tem dificultado algumas tarefas, no entanto, esperemos ter tudo pronto para as festas que se avizinham. A colocação do telhado novo veio em boa altura, pois este ano teria sido desvastador para todo o espólio que temos dentro da capela, e que já há muito sofria. A Nossa Senhora, este ano, viu a sua casa sem frexas, nem fios de água.

Projecto apresentado em Maio de 2004, na Festa do Espirito Santo

A primeira apresentação pública do projecto foi já no ano de 2004,durante a festa nuns placards junto à parede da sacrístia, e desde aí foi também várias vezes apresentado e discutido neste novo meio de informação que é a internet, sempre de forma totalmente transparente. Neste momento, estamos de certa forma a terminar aquilo que estava previsto, de acordo com as limitações financeiras.

Neste momento, estão em fase de acabamentos, a colocação da electricidade, o chão do alpendre em granito, arranjo das paredes interiores e do chão da capela, envernizamento dos tectos da sacristia e alpendre e das portas e bancos em madeira, a impermeabilização da área em volta da capela em cubos de granito, a pintura das paredes exteriores, entre outras.

Ficam aqui algumas imagens com alguns comentários para melhor perceberem.

A colocação dos dois cedros que estavam na rotunda, em frente ao depósito, de forma a disfarça-lo um pouco. Se clicar na imagem e ampliar, poderá ver já os rebentos.
Lateral direita com o muro arranjado após a retirada do eucalipto e das suas raizes.

Aspecto do caminho que liga ao terreiro e à frente do alpendre. Falta ainda a lavagem dos muros exteriores.

Colocação da rede electrica nas paredes antes do reboco. Irá ter tomadas junto ao chão e candeeiros laterais a apontar para o tecto. Nesta foto, é possivel ver a humidade que entrava pelo lado do terreiro junto ao chão, antes da impermeabilização em cubos de granitos, e já tinha deixado de chover há uns dias. Numa foto do post anterior, vê-se melhor esta situação.

Aspecto das paredes já rebocadas, onde já estão escondidos os fios e onde houve a preocupação de deixar os ombrais das portas e janelas com o granito á mostra, o que não se verificava antes, pois estava tapado.

Paredes rebocadas, faltando agora a pintura.

Nunca é demais referir, que todo este trabalho, é o resultado do esforço pessoal e financeiro de muita gente, desde comissões, párocos, dos forninhenses e vistantes, e outras entidades, que se empenharam em não "deixar cair" a nossa capela e tornar esta recuperação uma realidade, e não ficar novamente em projecto.
Como já foi dito antes, foi preciso "partir muita pedra" durante vários anos, ultrapassar muitas barreiras e exigências, muitos pareceres, para ser possivel iniciar as obras, o que parecia impossivel há uns anos atrás. As primeiras fotos apresentadas em Agosto de 2009, aquando do inicio das obras, mostram bem a degradação que existia. Procurou-se sempre atribuir ao espaço a dignidade, conforto e limpeza que este merece, tal como alguns materiais que este tinha perdido. Neste sentido, houve algumas alterações que são novas para a capela, tal como a colocação de sub-telha e o chão em cubos de granito amarelos em volta do edificio (estas duas de modo a permitir a impermeabilização do edificio e não só, com vista à salvaguarda da talha interior), a colocação de electricidade (tomadas e iluminação), dos tirantes de reforço das paredes e a colocação do pavimento no alpendre, que antes também não existia. Este projecto teve o acompanhamento e aprovação do IPPAR (actual IGESPAR), que é o organismo do Estado que tem competências e pessoal qualificado na área do restauro e recuperação de monumentos. Sem a autorização e parecer deste organismo nem se quer era possivel ter licença para iniciar as obras, por mais pequenas que fossem.

Dizer o contrário, em meia duzia de minutos e sem esforço ou qualquer acção que se reconheça, é distorcer uma realidade evidente e ludibriar a verdade.

É pena o Estado, não disponibilizar verbas para a recuperação deste e outro património classificado, e pelo andar que estão a levar as contas públicas, não acredito que isto melhore. De qualquer forma, se abrirem candidaturas, o projecto ainda poderá ser alvo de financiamento, o que na minha opinião seria mais do que justo pelo esforço de todos.