segunda-feira, junho 09, 2008

Selecção começa a Aventura de todos os Portugueses

O jogo simples e eficaz da selecção face a Turquia agradou e exaltou os Portugueses no mundo inteiro. Em Paris a euforia foi ao maximo e cortejos foram desfilar nos Campos Eliseos de Paris com bandeiras, camisolas... essa alegria contagiosa é popular e lembra-nos que podemos sonhar com esse "team" alegre de jogar juntos um futebol a altura das esperanças.

Viva Portugal ;o))

Carlos

2 comentários:

Anónimo disse...

Um artigo do "PÚBLICO"


Visto de Paris
Mil vezes “putain!”
20.06.2008 - 00h43 Sofia Branco, em Paris
Os carros tiveram dificuldade em passar na Rue de Longchamp, no XVIéme arrondissement de Paris. Os adeptos portugueses barravam a estrada, no exterior do café do Senhor António, que não tinha espaço para as duas centenas de pessoas que ali escolheram ver o jogo contra a Alemanha. As poucas mesas disponíveis tinham sido reservadas com dias de antecência. U-la-la.

Lá fora, José Pires, motorista a viver em França desde 1971, vendia cerveja à garrafa para ajudar o dono do café e seu amigo, António Rebelo. Este, originário de Aguiar da Beira, não tinha mãos a medir, lamentando não ter tremoços, mas sugerindo chouriço assado e prometendo “os melhores pastéis de nata” da capital francesa. E, desafiante, mostrava uma fotografia ao cimo do balcão, que registou a multidão que, no seu café, assistiu à malograda final do Euro 2004 contra a Grécia.

Já o jogo rolava e chegavam engravatados de portáteis em malas, directamente do emprego. O eurodeputado Miguel Portas juntar-se-ia à claque ao intervalo, aproveitando a viagem a Paris para uma reunião e seguindo a sugestão de um correspondente português na capital.

Rui fala com um amigo ao telefone, “ex-jogador de futebol, mas pé descalço”, impossibilitado de vir por estar hospitalizado. Dizia-lhe que esperava que não chovesse, como quem dizia que esperava que Portugal não perdesse. “Costumo ver os jogos em casa, porque prefiro estar concentrado, mas vim com amigos”, contava o natural da Marinha Grande, em França desde 1979, onde trabalha como taxista.

No café do senhor António, é como se estivesse “em casa”, explicava Rui. Aliás, três golos depois, já o próprio dono, t-shirt “I [coração com bandeira de Portugal] my selecção” não resistia ao grito: “É cartão, filho da puta!” À volta, muitas bandeiras, muitos cachecóis, muitos bonés, muito look adolescente “à la Cristiano Ronaldo”. “Os portugueses, aqui, são mais portugueses do que em Portugal, mais orgulhosos das raízes”, comparava Rui. Além disso, “se se atirar uma pedra ao ar, cai na cabeça de um português”. Ao lado de Rui, um amigo perguntava à jornalista para que chaîne trabalha. Rui indignava-se: “Canal, pá. Vê-se logo que és emigrante!”

Mas tudo isto foi antes do primeiro golo da Alemanha. E do segundo. E do terceiro. O humor tomou a forma de cão e as lágrimas já caíam de algumas caras, enquanto as mãos se chegavam para rezar e putain! emocionados tropeçavam de algumas bocas.

Roeram-se as unhas até ao fim, no Bistrot de Longchamp Brasserie. Mas Fátima não ajudou o Futebol, e deixou sobrar o Fado. No final, bateram-se palmas pelo “grande jogo”. E três alemães, que se juntaram a um amigo português, rejubilaram. Um deles, Fabian, ainda treinou a língua lusa: “Se eu falasse tão bem português como falo alemão, derretia-te o coração”.

Carlos de Matos disse...

Ola Sofia

obrigado pelo contributo aqui neste espaço. E verdade que "Mil Vezes, Putain...." era mais uma vez o que poderiamos dizer vendo o nivel dos outros jogos dos actuais quartos de final. Um sentimento de injustiça em perder contra a Alemanha... mas é assim o futebol.
O entusiasmo foi-se, ficamos agora a espera que a lição desse euro nos traga uma equipa e não uma seleção de jogadores ;o))
Gostei ver a Russia, e espero que ganharão esse campionato pela qualidade de jogo e vontade de vencer.

Um abraço Forninhense


Carlos