Ola a todos
Este post é dedicado ao meu bisavô Carlos Guerra, que graças a ele todas, ou a maioria das familias de Forninhos têm recordações visuais dos seus antepassados.
Em tempos, também ele contribuiu para o desenvolvimento da nossa aldeia, com aquela máquina fotográfica antiga com manto preto e tripé. Informo desde já que ainda existe parte desta máquina "histórica".
Assim fica desculpado, por todas as mentiras que ele pregava aos mais novos quando dizia que via as senhoras com as saias levantadas, no momento que tirava a fotografia, devido ao facto de na altura as máquinas fotograficas terem a capacidade de tirar fotos só de pernas para o ar!
Cumprimentos
Ana Guerr@
quinta-feira, novembro 06, 2008
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3 comentários:
Ola Ana ;o))
benvinda a bordo dessa aventura editorial e colectiva. Quando mais formos a contribuir mais vivo sera o debate e positivo para Forninhos.
O teu artigo diz-me muito e da-me a ocasião de lembrar o teu bisavô.
O "Tio Carlos Guerra" costumava passar as tardes de verão sentado a sombra ao pé do meu avô Joaquim. Enquanto este ultimo cozia umas botas e compunha uns saltos sentado na banca dele a frente da adega, o teu bisavô deitava-se num pedra qua havia ai na rua e contava historias. Eu era pequeno e estava ai de férias e ainda mal falava o portugues mas lembro-me de verões cheio de anedoctas e umas boas piadas com o pessoal todo ali a volta a rir com vontade.
As pernas ja lhe doiam mas era um ritual de vir pela laje dos Cordeiros até a rua dos Sapateiros para animar essas tardes. Tenho saudades das gentes que partilhavam esses momentos de confraternização... a "Tia Maria Guerra", a "Tia Dorinda com o Tio Constantino", a "Tia Anunciação", a "Tia Alzira e o Tio Casimiro", a "Tia Ana Moreira" e quantos mais se juntavam ai o passo de meia hora ou mais para lembrar historias e contar piadas.
Era o blog de então ! entre uma possa de agua a deitar ou o deitar a comida as galinhas... Tempos simples de gentes simples.
Obrigado ao "Tio Carlos" pela sua juventude de espirito e aos retratos que ele deixou como espólio ao Povo de Forninhos e para a posteridade.
@té breve ;o))
Olá a todos,
O meu bisavô Carlos Guerra é para mim, como uma especie de "inspiração" de alguma forma. Respeito muito a forma como encarou a vida. Isto pelo o que as pessoas me dizem, pois eu já o conheci acamado em casa da minha avó Alzira.
Ele era bastante polivalente e era o homem dos 7 oficios. Muito cedo se separou da minha bisavó (naquele tempo já era revolucionário), tinha a minha avó um ano penso eu, e teve inumeras profissões, tais como, alfaiate, amola tesouras, fotografo, etc.
Na verdade ele não era muito dado á agricultura, gostava mais de estar atento ao que se passava em Lisboa. Sempre que vinha um jornal para Forninhos, ele pedia que lhe explicassem o que se estava a passar no pais. Pena que ele não tenha tido oportunidade de estudar e fazer mais por nós, pois tenho a certeza que seria bem sucedido.
O meu pai sempre gostou muito do avô e mantemos como recordação dele um amola tesouras (em bom estado), o fóle da máquina fotográfica e o tripé da mesma.
Tenho uma foto da minha familia Pina que foi ele que tirou. Estão lá todos. Foi o meu avô Adriano que lhe pediu para tirar uma foto à familia. Ficou o registo. A minha mãe era uma bébé e os meus tios pinas uns rapazitos...
Lembro-me muito bem do Tio Carlos Guerra, até porque morava muito perto da minha casa, bem como me lembro ir junto com outras espreitar, através da fechadura da sua casa, para ver se conseguiamos ver a máquina fotográfica. Acho que naquela altura não tinhamos noção do que era uma máquina fotográfica e a cursiosidade levava-nos a fazer este tipo de brincadeiras.
É bom recordarmos as pessoas que já partiram e que fizeram parte da nossa vida, do nosso crescimento. Eu já dei por mim várias vezes a pensar nas pessoas que viviam naquela zona/rua e que conheci, mas que hoje as casas estão vazias, modificadas e que pertencem a outras pessoas, como: a também avó da Ana e Ricardo, tia Augusta do Adriano; a minha avó Coelha; a tia Clementina e tio Ilísio; o Casal Graxa; a tia Raquel; o tio Maximinano, e outros mais...
Cumprimentos
Paul@albuquerque
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