
Já referi aqui várias vezes que achava importante que a nossa freguesia fizesse uma verdadeira homenagem aos nossos filhos da terra que morreram em combate e às suas respectivas familias. Faleceram num combate que não foram eles que criaram mas pelo qual deram a vida. Hoje seriam certamente chefes de familia, aliás o Daniel já tinha uma filha e foi o primeiro a partir.
Na minha opinião era importante haver mais sensabilidade para estas questões que nos ligam e nos dizem respeito a nós, Forninhenses. Forninhos infelizmente foi a freguesia do concelho que mais baixas (4) teve com uma guerra sem sentido! Também nunca conheci nenhuma com sentido.
Fica aqui mais um contributo do blog para memória dos que partiram e das familias que ficaram.
13 comentários:
Quanto à data do Carlos Vaz Matos deve estar mesmo incorrecta! Acho que a minha mãe é do mesmo ano(1948), mas a minha mãe é de Janeiro, possivelmente o Carlos Vaz é de 1949 e não 1959!!!
Em relação a uma possível homenagem penso que se poderia pensar em erguer um monumento emblemático aos ex-combatentes de ultramar, que poderia ser na Rotunda. Tirava-se a Fonte, arranjava-se a Rotunda, com relva (sempre ficava misturada com as ervas daninhas LoL), tiravam o poste e passadeiras e erguia-se ao meio um monumento, fazendo-se assim justiça a todos aqueles que morreram no ex-ultramar.
Ou, então, outro sítio, seria no espaço exterior da nossa Igreja!
Este monumento emblemático poderia ter a seguinte inscrição: "HOMENAGEM AOS FILHOS DESTA TERRA QUE NO ULTRAMAR PORTUGUÊS DEFENDERAM A INTEGRIDADE DA PÁTRIA”.
Só espero que se algum dia chegarem a construir um monumento, o mesmo tenha dignidade e esteja à altura do sacrifício a todos aqueles que deram a vida por aquilo que noutra época era o nosso país!!
O meu pai é um ex-combatente (felizmente vivo) e já participou em almoços/convívios, acho que com o Sr. Cabral e 51, talvez outros (não sei, mas posso confirmar), por altura do dia 10 +ou- de Agosto de cada ano.
Bom...o meu 1.º comentário, 1.º parágrafo, vem no seguimento da postagem original que tinha fotos das sepulturas dos ex-combatentes. Acho que agora está menos mórbido e talvez mais dentro do que o Ricardo pretendeu com este artigo (penso que não interpretei mal)!
Quanto ao resto...mantenho:))
Sim Paula,
Esta imagem simboliza a mesma coisa, até porque é mesmo um monumento de homenagem aos combatentes em ultramar que fica situado na zona do Restelo em Lisboa como sabes.
Assim fica o post menos mórbido e mais alegre. A água transmite uma ideia de tranquilidade.
bom fim de semana!
Neste monumento de homenagem aos ex-combatentes, ao lado da Torre de Belém, o que mais me impressionou foram os milhares de nomes das vitimas que estão gravados naquele muro branco que se vê ao fundo. De certeza que também lá estão os nomes dos nossos conterrâneos mortos no Ultramar.
Já agora alguém sabe quantos faleceram da nossa freguesia?
abraços, bom fim de semana.
Moisés.
Boa tarde a todos,
a homenagem aos combatentes do Ultramar é um dever de memória.
A ferida ainda esta viva para quem perdeu um dos seus nessa tragédia humana que foi a guerra. A RTP realizou uma série sobre esse periodo.
Se Forninhos fizer um monumento aos seus "filhos da terra", penso que deveria ser retirado dos eixos de comunicação e num lugar apto ao recolhimento afim de evitar o que foi feito na Aguiar da Beira. O bom gosto da sua implentação daria a esse monumento um lugar especial nos momentos da nação durante o ano, 25 de abril, 10 de junho, 5 de outubro... para criar um verdadeiro memorial e nao uma mera pedra...
Enquanto ao meu tio, ele nasceu em 1949 e faleceu em 1969 aos 20 anos. A lapida esta errada desde o principio e vou ver para rectificar esse ponto dentro em breve com o meu primo e os meus tios.
Esse assunto merece que todos nos pensemos como lembrar esses nossos familiares no contributo do sangue pela nação.
Bom domingo de Ramos para todos.
@té breve
ola
ainda este fds, meu tio Zé "Ferreiro" esteve num almoço, perto de Espinho com os seus colegas combatentes da companhia onde ele estava.
pelo o que me contou, este almoço é realizado anualmente e sempre num sitio diferente.
è realizada uma cerimonia em honra dos que lá morreram e anunciam no final da missa os que faleceram no passado ano.
no final há um grande almoço e convivio entre os que sobreviveram juntamente com as respectivas familias.
Ana Guerr@
Já agora aproveito a boleia para dizer que sou filho de um ex-combatente. O meu pai teve a sorte que poucos tiveram de voltar para casa e de reencontrar a família. Ele tem um bom álbum de fotografias e cada vez que o vemos juntos ele vai comentando e muitas vezes ele refere-se “este morreu”. Infelizmente foram muitos os que com ele prestaram serviço e morreram :((
Por todos os que morreram em combate deveria a nossa freguesia preparar uma homenagem.
Parabéns pela postagem!
boa tarde a todos.
peço licença para entrar no vosso blog.
sou um ex-combatente, senti na pele este periodo negro para os jovens portugueses, mas tive a sorte que, infelizmente muito outros não tiveram, regressei vivo.
A verdadeira história desta guerra ainda não está contada,nem o será, em minha opinião.
Quanto ao monumento que aqui se fala, fico sensibilizado ao ouvir os jovens de hoje recordar aqueles que deram o melhor, que é a vida, por uma causa não reconhecida até agora, antes pelo contrário, estou a falar de políticos, claro.
Gostaria de deixar aqui a minha modesta opinião. Porque não se dá a algumas ruas de Forninhos o nome dstes jovens? Seria a maneira mais simples de recordar, homenagear e perpetuar o nome dos filhos desta terra que tombaram numa guerra sem sentido.
Isto sem pôr em causa a ideia do monumento.
Cumprimentos
olá
esta sugestão do anónimo é uma excelente ideia colocar o nome dos combatentes que morreram em serviço nas ruas da Freguesia era uma forma de ser recordados.E embora isso ñ valha de nada talvez os seus familiares sentissem que o nome deles o sacrificio feito nunca seria esquecido.
Era uma homenagem mais que merecida
X@u
Não sei se é o mesmo anónimo que comentou em Dezembro passado no Post "Ruas da Nossa Aldeia", onde referiu a vontade de ver, pelo menos, numa das principais ruas de Forninhos o nome dos seus "filhos" mortos em combate nas antigas províncias portuguesas, mas de qualquer modo o seu comentário é um bom exemplo para como se devem comportar os restantes anónimos!!!
Caso se trate da mesma pessoa, recordar-se-á que comentei também, tal como o faço agora, indepedentemente de não ser o mesmo anónimo, que a sua sugestão é merecedora de grande apreço, pois o nome dos "filhos" mortos em combate nas antigas províncias portuguesas é mais que merecedor de serem incluídos nas principais Ruas de Forninhos e não sei porque a tal "famosa Comissão" não o fez na altura devida!!! No entanto, se não estou enganada, existe já na nossa Freguesia o Largo dos Combatentes do Ultramar (Largo da "famosa" Rotunda).
Já agora sugeria também que caso façam esta homenagem, quer pela construção de um monumento, quer pelo nome de Rua ou outro, podiam desde já assinalar esse dia como o Dia da Freguesia. Fica assim mais uma sugestão:))
Cpts,
Paula Albuquerque
Olá
Paula não estás enganada. O largo com a rotunda tem esse nome, mas quem não souber também é difícil ver, pois a nossa plaquinha de identificação, apesar de nova foi vandalizada, retiraram a maior parte das letras.
Não sei se isso aconteceu a mais alguma plaquinha, mas é triste ver que apesar de não serem tão bonitas como as de mármore, já não identificam nada…
Fica aqui o meu descontentamento perante este facto.
Ana Guerr@
Sim, Ana já reparei nisso também. Nesta e noutras placas. Talvez tire umas fotos agora na Páscoa e faça um Post para poder ilustrar.
Agora só ainda não entendi se se trata de uma acto de vandalismo ou se é mesmo má qualidade das mesmas.
Quem sabe com uma postagem sobre este assunto possamos entender o que realmente se passa com as nossas plaquinhas:((
@té depois
Olá a todos,
Eu acho a ideia deste SR. anónimo uma excelente ideia!!! A homenagem deve ser feita de qualquer forma... até podia ser libertar quatro pombinhas para o céu... era preciso era dar valor a quem infelizmente tombou em nome de uma guerra mal explicada (mas para mim são todas assim aliás, mas o reparo está muito bem conseguido também).
O dia da freguesia é outra ideia muito positiva, onde se podiam fazer uma série de actividades culturais, desportivas, reliogiosas, educacionais com concursos de ideias, temáticas, etc. Podia ser na altura do verão para os nossos emigrantes também participarem :)
Não me parece que a falta de letras tenha a ver com a má qualidade das placas, pois há lá umas anteriores que por exemplo onde estava "escola primária" está "cola prima", já para não falar dos chumbos que por vezes tb levam e da nossa placa que está na divisão com Dornelas. Parece-me bem mais vandalismo puro e pouco respeito pelo nosso património.
Enviar um comentário