Todas as freguesias do nosso concelho ainda conservam castanheiros, freixos, carvalhos, oliveiras seculares que no entanto estão em risco por causa da actividade humana.
E facil cortar uma dessa árvores com o pretexto que està a morrer... e por outro lado encher uma carrada de boa lenha para uma lareira particular. Os 50, 100, 150... anos que estas árvores levaram a crescer não voltarão atràs.

Jà aqui tinha referrido nesse assunto mas ao ver algumas dessas árvores desaparecerem por simples descuido...
Lembro-me da rua principal da Vila de Aguiar da Beira cheia de árvores monumentais, havia uma amoreira branca seculare a frente da Câmara, um Casteirão, carvalhos de 20 metros de altura... a ultima carvalha a frente da venda do Sr Alvaro tambem jà foi condenada, uma "poda" radical transformou esse monumento da ex-JAE num fuste seco sem ramagem e numa boa carrada de lenha. No largo da Feira Nova tambem é necessario proteger os testemunhos multiseculares antes que desapareçam.
Devia-se fazer um levantamento para dar protecção contra obras mal conduzidas, abates, fogos, etc... afim de conservar o que nos foi legado.
Cumprimentos
3 comentários:
À floresta nem sempre lhe é prestada a devida atenção!
Existe uma iniciativa, Movimento Limpar Portugal (MLP), cuja ideia é limpar a floresta portuguesa num só dia, 20 de Março, de 2010 foi o dia escolhido. O movimento encontra-se subdividido em vários grupos locais.
Para quem quiser obter mais informações, basta ir ao site http://limparportugal.ning.com/
Olá a todos.
De algum tempo para cá, nota-se que as autarquias já vão dando mais atenção a este tipo de arvores, não só porque começa a haver mais sensibilidade, como pelas vozes que se levantam quando se abate uma arvore destas, o mesmo já não acontece com os particulares e é pena.
Quanto á sua morte por velhice, uma arvora também tem o seu tempo de vida, mas se for podada por quem sabe, repito, por quem sabe, e por vezes tem que ser uma poda profunda, quase radical, ela não morre renasce,
Na nossa região temos o pinheiro bravo que se abate para madeira e lenha que também é necessária, só é pena que se não aproveite na totalidade, quase sempre os galhos, que dão bom combustível para as lareiras, ficam espalhados pelas matas com os riscos que isso acarreta.
Tive conhecimento há pouco, de uma notícia que me agradou; vai ser criado em Viseu, um centro de biomassa, isto é, vai recolher os resíduos florestais de alguns concelhos, e o de Aguiar da Beira está incluído.
Está previsto entrar em funcionamento em 2012.
Pode não ser a solução, mas de certeza que será um passo importante para os resíduos florestais
A bem das florestas.
Bom dia,
a limpeza das zonas florestais é essential, basta ver como os incêndios se alastram quando as matas estão por limpar. Muitas das nossas antigas árvores vernaculares (carvalhos, castanhos, oliveiras...) foram desaparecendo com a invasão do pinheiro bravo que cresce mais rapidamente e participa na morte desses marcos do passado do homem.
Lembro-me ter visto nos castinçais a cepa do castanheiro que devia ter sido um gigante com mais de 3 metros de diâmetro...
Também a falta de levantamento impede a protecção eficaz do nosso património. Por exemplo oliveiras milenares foram arrancadas no nosso Alentejo e vendidas pelos quatro cantos de Portugal e infelizmente para o estrangeiro...
Algumas até chegaram a França e tronam nas rotundas ;o((
Porque em França a oliveira é protegida por lei e que por isso vão a Espanha ou a Portugal arrancar o que querem em troca de alguns euros e compram centenas de anos de vida de um vegetal.
@té depois
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