sábado, novembro 21, 2009

Site sobre o Ultramar - Para não esquecer

Ola a Todos

encontrei esse site que réune muita informação sobre o Ultramar e que pode ajudar a relembrar esse periodo da nossa historia nacional mas tambem local quando sabemos o contributo humano de Forninhos nesse momento tragico da Nação.


Um trabalho essencial hoje para integrar a Guerra do Ultramar no legado vivo dos nossos pais.

Lista dos combatentes mortos no Ultramar do Concelho de Aguiar da Beira

Cumprimentos

4 comentários:

ed santos disse...

Boa tarde a todos.

Um bom tema para trazer a este blog.
A guerra do ultramar, foi sem dúvida uma fase negra da nossa história, historia recente, diga-se de passagem. Eu estou á vontade para falar dela porque a vivi, senti-a na pele, tive a sorte de sair dela com vida. Lamentavelmente, a guerra não acabou em Abril de 1974, foi a partir daí, que houve mais perdas de vidas, mas estas não foram contabilizadas, não convinha! Mais de 60% dos efectivos militares no ultramar em Abril/74 eram naturais dessas províncias, e o que lhes aconteceu? Adivinhem… e os que trabalhavam para a função pública? E sabem qual foi o crime dessa gente? Foi ser fieis aos portugueses.
Forninhos, uma aldeia pequena, deixou lá quatro dos seus “filhos” creio até, que tenha sido a freguesia que em proporção, lá tenha deixado mais vidas. Estes jovens não foram voluntários nem em busca de ganhar uns tostões, como acontece hoje, foram obrigados e pagaram com a vida a leviandade dos outros.
Foi com tristeza que ainda este ano quando da visita anual ao cemitério, reparei que algumas das campas destes jovens estava praticamente abandonadas.
Já em tempos, lembrei aqui neste blog, que era de justiça perpetuarem o nome destes militares com um simples nome de rua, ainda se está a tempo, e já agora, não ficaria nada mal á Junta de Freguesia se neste dia do ano fosse esta a preparar estas campas, uma pequena homenagem que não ficava mal.

Um abraço a todos.

Carlos de Matos disse...

Bom dia,

obrigado Sr Eduardo em partilhar o seu ponto de vista. A descolonização portuguesa deixou como disse muitos destinos sem rumo. Os contingentes africanos assim como as populações foram abandonados as mãos dos rebeldes e a 25 anos de guerra civil.
Só agora Portugal toma consciência do colapso que foi esse momento da sua história e do sacrifício das suas gentes. Recorde a emigração em massa para França, Alemanha, os retornados... tanta gente na flor da idade a deixar esse pais por não ter nele o minimo das condições de vida.
Chegaram a França entre 1968 et 1974, um millião de Portugueses...que vieram construir esta outra nação por falta de oportunidades na sua. E flagrante a falta de visão dos nossos governantes e a panaceia e facilidade que foi e é a Europa.

Para voltar ao Ultramar, já foi aqui debatido uma forma de relembrar esses Forninhenses que deixarem a vida nessa guerra. Acho que se devia mesmo um monumento para Forninhos. Ao consultar o portal que mencionei no meu artigo é emocionante percorrer as imagens, os relatos de todas essas companhias, batalhões... e com as fotografias compreender que nas comissões, no teatro das operações estavam lá homens que essa história é a nossa.
Por exemplo Loriga, no concelho de Seia criou uma página internet relatando as estadias dos ex-combatentes como testemunhos de hoje e para a posteridade.

http://www.loriga.de/Ultramar.htm

E incrível o numéro de fotografias dessa época e chegou a hora de fazer um levantamento das pequenas histórias e fazer uma recolha conjunta.

ed santos disse...

Boa tarde a todos.

Antes de mais, quero corrigir o meu comentário anterior. Quando digo: reparei que algumas das campas destes jovens estavam praticamente abandonadas, não era isto que eu queria dizer, pois os seus familiares não os esquecem, as minhas desculpas pelo meu erro, o que eu quero dizer, e isso mantenho é que, as autoridades que dirigem os destinos deste país tinham o dever de, respeitar mais aqueles que deram a vida pela sua pátria. Fico muito ressentido quando vejo tanta atenção que se dá aos militares que hoje vão servir outras terras enquanto que os nosso, alguns por lá ficaram e ainda nem sequer os seu ossos foram transladados.
Vemos monumentos em muitas cidades e vilas em homenagem aos combatentes da grande guerra, em contrapartida poucos vemos em homenagem aos combatentes das ex-províncias portuguesas.
Vemos que no programa do novo executivo da autarquia de forninhos, existe a promessa de um monumento, isso será bom, se se concretizar.
Quanto á emigração, amigo Carlos, é verdade, a maior riqueza de um país foi sempre o braço do homem, e infelizmente o nosso não o soube aproveitar, por isso ficamos sempre na cauda da Europa.

Um abraço a todos.

Augustinha disse...

Olá a todos
Não tenho muito a dizer sobre este assunto,ainda ñ era nascida....
Mas quero aqui referir que já temos uma rua onde está colocada a placa "Largo dos combatentes de Ultramar" apesar da placa já ter sido vandalizada.