
Amigos,
O processo do projecto de recuperação da NSVerdes está a decorrer a bom ritmo e já tivemos a resposta por parte do IPPAR, referente ao mesmo. Pois o parecer foi FAVORÁVEL CONDICIONADO!!!!
Ou seja, temos que fazer umas pequenas alterações para ser aprovado.
Temos, no entanto, de fazer um projecto paralelo de estabilização das paredes, que já está a ser desenvolvido pelo Dep. Eng. Civil da U. Minho com a equipa do Eng. Paulo Lourenço. Façam uma pesquisa sobre o trabalho deste senhor.
Ainda temos de fazer um projecto de especialidade de electricidade e saneamento.
Um trabalho que vai compensar quando virmos o nosso santuário recuperado.
cps,
rg
13 comentários:
Ola Ricardo
boas novas, no entanto penso que o projecto de saneamento tem de ser reevaluado antes de apresentar o projecto.
Tirando exemplo nas casa de banho do cemitério, penso que não é do interesse da Capela, construir os sanitarios no sitio identificado para isso, logo a 10 metros das paredes. Essa construção iria desfigurar para sempre o caractere airoso do nosso terreiro.
Alèm disso sendo a capela classificado de imovel de interesse publico tem-se de se respeitar um perimetro de conservação de pelo menos 50 metros ( a confirmar).
Creio que as casas de banho deveriam ser construidas do lado de cima da estrada.
Em relação a um palco, penso que bastava uma zona em duro, do tipo eira com lajes da mesma natureza que as do interior da Capela. Poderia ficar no sitio onde tinhamos montado o palco no espirito santo em 2004.
Sendo essa zona plana, baixa, ela não modificaria o cenário geral do terreiro.
@té depois
Carlos,
Fico contente com o teu contributo.
Em relação às casas de banho, inicialmente, eram para ser construidas no terreno da parte de cima, só que essa situação foi bloqueada pela CM AGB no que diz respeito ao PDM. O terreno não tem área suficiente para construção... pois até o palco seria lá construido, mas...
No entanto, penso que esta solução é bastante viável e as casas de banho não vão ficar visiveis pois ficam nas costas do palco e têm uma parede a "esconder" as portas. Passam despercebidas.
O Saneamento vai ser feito através de uma fossa. Ainda se propôs a extensão da rede de saneamento até à senhora dos Verdes, mas como os terrenos que ficam a caminho da capela não são para construção e porque só vão ser necessárias 2 a 3 vezes por ano, não se justifica.
A CM AGB e o respectivo PDM e o IPPAR aprovam a localização do palco e WCs.
Sabes que temos de ter um arqueologo a acompanhar as obras?
Vão enviando mais comentários para serem debatidos.
Não concordo com a viabilidade dessa localização.
A aréa de conservação, não é respeitada e no meu ver tem prioridade sobre o PDM da CM. Essa ultima deveria promulgar um a derogação ao PDM. Não compreendo a posição do Ippar nesse projecto.
Para informação de todos aqui fica o texto oficial do IPPAR :
Áreas de Actuação
São duas as principais áreas de actuação do IPPAR:
Recuperação e Valorização do Património
Salvaguarda do Património edificado e dos seus contextos
Hoje em dia ambas as áreas estão devidamente articuladas.
A primeira área, de Recuperação e Valorização do Património, compreende uma actuação directa sobre os monumentos e bens culturais, através de intervenções qualificadas de levantamento, recuperação, reparação, conservação, restauro e execução de projectos diversos quer no património edificado e respectivas envolventes, quer ainda no património móvel e integrado ( pintura, imaginária, mobiliário etc., e o chamado património imobilizado "por destino", tal como a talha, a pintura mural ou a azulejaria . No âmbito da valorização o IPPAR procede à gestão dos mais importantes monumentos nacionais (Palácios, Mosteiros, Castelos e Estações Arqueológicas).
A segunda área de actuação, de Salvaguarda, compreende uma acção de carácter técnico administrativo, através da intervenção indirecta em imóveis de titularidade diversa (do Estado, da Igreja e de particulares), mediante a promoção e instrução de processos de classificação do património, do estabelecimento de zonas especiais de protecção ou zonas non aedificandi, que visam a protecção legal dos bens culturais e dos seus contextos. Decorrente desta protecção, o IPPAR é chamado a emitir pareceres vinculativos sobre projectos ou acções de entidades terceiras em imóveis classificados ou situados nas respectivas zonas de protecção, bem como a acompanhar tecnicamente a elaboração de instrumentos diversos de planeamento urbanístico, de ordenamento do território e de Estudos de Impacte Ambiental.
No que respeita ao incremento da salvaguarda e a sua articulação activa com a área de Recuperação e Valorização de Património Edificado, cabe assinalar diversas medidas que se inserem numa política integrada de património, com resultados visíveis a médio prazo e que espelham as novas preocupações de gestão de área:
Determinação mais precisa das zonas de protecção, de modo a que estas prevejam, desde já, a possibilidade de elaboração de instrumentos de gestão mais apurados ("planos de pormenor de salvaguarda");
Instituição de zonas de protecção alargadas, em áreas urbanas ou rurais, obedecendo a princípios em que se identifica um conjunto em vez do monumento isolado, invertendo a antiga tendência em que a ZEP funciona de forma "centrífuga" em vez de "centrípeta"
Exercício sistemático do direito de preferência ou do impulso de aquisição sempre que se apresentem situações de alienação de bens imóveis que façam perigar a integridade de um monumento ou da sua envolvente (o que é particularmente sensível para os sítios arqueológicos);
Abertura de processos de classificação de "pequeno património" ou de "património menor" ou difuso;
Reforço dos processos de classificação e de levantamento prévio da arquitectura do século XX e de património industrial;
Integração em todos os projectos de intervenção em grandes monumentos (como, por exemplo, os conjuntos monásticos) de "planos de salvaguarda" ou de "gestão de área" através da sua contratualização com as autarquias;
Reforço da componente de informação (electrónica) de modo a que os dados referentes às servidões administrativas circulem com uma maior celeridade aumentando o conhecimento dos diversos agentes no terreno (o que se conjuga com a política dos "sistemas de informação").
Que pode ser consultado na pagina :
http://www.ippar.pt/apresentacao/apresenta_areas.html
O debate està aberto §;o))
Há um pormenor que se calhar ainda não revelei por lapso, mas acho que já tinha referido em relação a parte do terreno que a Sra. Professora irá doar à capela.
Pois o palco na realidade não ficará colocado onde aparece no desenho, mas sim bem mais atrás junto à extrema com a sra. professora onde está colocado um marco. Fica colado à mata da sra. professora no alto e não junto ao cruzeiro, pois não fazia sentido, até porque há uma passagem nesta zona. Fica bem para lá da passagem. Existe uma vasta área entre o palco e capela.
Essa extrema vai na diagonal, e apartir do vosso terreno e da passagem é "endireitada" através da doação do terreno para possibilitar a construção do palco e casas de banho junto á extrema em cima.
Era a única possibilidade que havia tendo em atenção aos entraves que nos são colocados. MAs volto a afirmar qe considero uma solução bastante viável.
Gostava de saber se pensavas que o palco seria colocado junto ao cruzeiro?
um abraço
Ola Ric §;o))
baseei-me na tua planta. E claro que hà uma passagem nesse sitio.
No entanto pouco importa a localização exacta, acho que deveriamos explorar outras pistas.
Temo que o resultado serà a perda do contexto harmonioso actual. Uma construção perto da Capela do lado baixo da estrada, vai por consequente definitivamente ocultar um monumento do Século XVIII. E visto o parecer estetico proposto tenho de te dizer que arquitecta não respeitou o contexto historico.
E penso que o IPPAR não mediu realmente o impacto ambiental dos sanitarios.
E ao querer fazer pelo melhor, temos de ter o apoio da CM para explorar todas as pistas e de concerto com todos os intervenientes.
Oi carlos novamente,
Parece que somos os únicos discutir o assunto, apelo a mais visões sobre o mesmo.
Ora na impossiblidade de colocar a estrutura da parte de cima da estrada acho que aquela é a melhor solução.
Também partilho de outro ponto de vista que é o de dar alguma vida ao local juntando o util ao agradavel. Ou seja, nós sabemos que o palco, o bar e a WCs são essenciais para o bom funcionamento da festa. Actualmente é um dos obstaculos com que as comissões se debatem. Ora o palco e os arranjos exteriores virão a dar um ar mais organizado do recinto para além de satisfazer as necessidades da festa.
Outro acrescento ao terreiro, é um caminho em paralelos vindo da estrada com acesso à frente da capela. O que achas em relação a isto? e os paralelos à volta da capela para prevenir as inflitrações?
Todas as alterações são importantes para o local.
Em relação ao impacte ambiental das WCs, será diminuto e muito menos que qualquer uma das casas da freguesia. Sabes bem que só irá funcionar nos dois dias de festa, possivelmente no dia de Santa Cruz, e outros dias que possam surgir. Penso que será o mesmo que o que é feito actualmente quando as pessoas de colocam atras das arvores e dos carros para fazer as suas necessidades, homens, mulheres, crianças e idosos.
Qual achas que deveria ser a alternativa de acordo com as condicionantes?
Sabes dos entraves que temos tido ao longo destes quatro anos... tais como o não registo dos terrenos, da capela, etc.
Trata-se de um processo complexo que exige o parecer do IPPAR.
Se o nosso santuário não tivesse classificado pelo IPPAR já tinhamos um telhado novo e não estavamos sujeitos aos invernos que passam e passavamos a recuperação do interior. Mas temos que seguir os vários passos e que são bastantes e complexos.
Este processo envolve a nossa visão, a visão do PDM e as exigências do IPPAR enquanto entidade reguladora.
um abraço
Bem este debate entre os dois esta engraçado.
Vou propor uma coisa.
Ja que esta prevista a construção de casas de banho, porque não revesti-las em granito ou fazer neste mesmo material.
Julgo que não ficaria tão mal.Isto tambem havia de ter acontecido com a WC do cemiterio.
J.Cabral
Sem conhecer a fundo este Projecto quero dizer-vos que para mim é importante o blog, porque aí não resido e vou ficando a par de algumas notícias e por isso mesmo vou mantando as saudades. O blog veio dar vida, veio evidenciar o quanto é importante tudo o que envolve Forninhos, em especial o Santuário da Nossa Senhora dos Verdes. Nem precisariamos de nos identificar, mesmo no anominato podemos participar e doravante beneficar a partilha de mais e melhor conhecimento a todos.
Obrigado pela existência de algo que Forninhos se pode orgulhar!
Devia haver uma consulta da população sobre esses aranjos.
Esse tema é muito importante para a identidade da aldeia.
Boa tarde a todos os Forninenses
Acerca da sugestao do Urbano em fazerem-se as construcoes em granito, eu pessoalmente concordo. Quem nao deve concordar e o lobi dos "patos bravos", queria dizer os dignissimos senhores constructores civis. Tudo o que nao envolva tijolo e cimento em quantidade nao se deve promover, assim se descarateriza a nossa Beira granitica.
Um abraco fornense.
Penso que será de respeitar sempre a paisagem, a visualização do natural. É que a pedra de granito não se põe em dúvida que fica bem, basta dizer que é um recurso natural nosso e beirão, mas as sombras e o verde...não se substituem por nada.
Caros amigos,
Em relação à utilização do granito, tenho a dizer o seguinte:
Todas as alterações , quer na capela, quer nas estruturas que iremos criar, seguirão os materiais originais da nossa capela (Granito, cal, madeira,etc.), por exemplo, o alpendre vai deixar de ser suportado pelo betão e vai passar a ser por madeira, o próprio chão será novamente de granito. A parede irá ser novamente revestida de cal, realçando a pedra trabalhada.
As traseiras do palco, onde se localizam as casas de banho, vai ter uma parede de granito que servirá para "esconder" as portas de acesso aos sanitários. O resto do material do palco será madeira e paredes revestidas de branco.
O Bar igualmente pedra e madeira.
O IPPAR só aprovou essa questão devido à utilização dos materiais originais.
Não podemos, claro pensar, que vamos fazer uma capela igual á do sec. XVIII ou um palco daquela época, que não havia penso eu.
Temos sim de adaptar o espaço às nossas necessidades, tal como fizeram os nossos antepassados.
cps,
Obrigado Ricardo por este teu último esclarecimento.
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