terça-feira, novembro 07, 2006

Vamos Falar sobre o Aborto

Como sabem, Portugal tem uma Lei muito restrita no que toca ao aborto e disso muito se tem falado nos últimos tempos.
Então, vamos lá falar sobre o aborto...
Primeiro que tudo, não vamos argumentar nem a favor nem contra!
O tema do aborto torna-se curioso pelas reacções extremas que causa em duas importantes facções da nossa sociedade. Há aqueles que estão contra o aborto e os que estão a favor do aborto.
Se ouvirmos os argumentos de ambas as partes ficamos com as "certezas" que parecem ter acerca deste assunto.
Depois há uma terceira facção, que são os que preferem não saber e que acabam por ser a grande maioria.
Sobre este tema (como em outros), seria útil, aplicarmos determinados conceitos como: conhecimento, coragem e compreensão.
Conhecimento: se as pessoas tiverem o conhecimento necessário (e o divulguem) sobre como evitar situações em que sejam forçadas a optar por o fazer ou não, o aborto;
Coragem: se as pessoas tiveram a coragem de confrontar as situações quando elas ocorrem;
Compreensão: se as pessoas tiverem a capacidade e a vontade de se colocarem no ponto de vista das outras que defendem outras ideias, por muito diferentes que sejam das nossas.
Se houver tudo isto...então talvez as pessoas possam parar de "berrar" sobre este assunto e começar finalmente a comunicar, para bem de todos.
Espero os Vossos comentários sobre este assunto tão melindroso...

10 comentários:

Al Cardoso disse...

Em primeiro lugar quero informar que sou defensor da vida, mas nao sou nem nesta nem noutras materias fanatico nem fundamentalista, creio que o que o PS esta tentar fazer em Portugal com este tema, e tentar agradar a gregos e troianos, infelizmente e o tal principio do "politicamente correcto", pois se realmente quizessem resolver a situacao das mulheres criminalizadas, podiam resolve-lo na Assembleia da republica, onde conseguiam com os outros partidos a sua esquerda, votos mais que necessarios para aprovar essas leis, mas como nao tem coragem, vamos a votos a gastar dinheiro que poderia ser muito mais bem utilizado noutras iniciativas, como por exemplo o referendo para a regionalizacao. Mas se essa regionalizacao fosse mesmo feita, provavelmente o pais desenvolvia-se mais harmonicamente e os senhores de Lisboa deixavam de ter tantos tachos para distribuir.
Neste caso e em muitos mais, so tenho que dizer-lhes que nao minha humilde opiniao, um bom aborto nos saiu este (des)governo.

Desculpem, mas quase dava uma entrada, nao um comentario.

Carlos de Matos disse...

Aborto e "desgoverno",

Esse assunto é o cruzamento da ética, da moral e dos direitos de um individuo.
Penso que é preciso descriminalizar e dar um quadro legal moderno ao aborto.
Sou defensor da vida no entanto hà situações infelizmente que necessitam recorrer ao aborto para respeito do direito da mulher quando vitima de abusos ou violação sem consentimento.
E dificil de dizer o que é bom e que é mal, é um caso de consciência para cada um. Os valores da familia são em Portugal contradictorios com essa posição o que traz uma dificuldade para os politicos terem uma attidude clara.
E um tema complexo e individual.

Cps

aluap disse...

Aborto SIM, Não ou NIM???

A razão deste meu post surgiu porque este tema regressou aos nossos lares. O nosso Primeiro Ministro (em termos elaborados) diz-nos que a despenalização é necessária para não prender as mulheres e para não alimentar o "vão da escada".
Um referendo pressupõe um debate prévio. Mas será que existe realmente debate quando um dos lados parece já ter sido enxotado?
Penso que não deve ser um assunto fácil para os políticos, mas o Al tem razão quando diz que poderia mt bem ser resolvido na AR.

Spinning Urbano's disse...

Bem é um assunto complicado.

Mas acho que o $ocrate$, quer sacudir o capote."Bem meus amigos o povo decidiu", já me safei desta.

Sei que e muito complicado.

O sim vai estragar a vida de uma criança, na qual a mãe errou ao não se "proteger".

O não, vai obrigar à clandestinidade do aborto, ou "obriga" a suportar um erro.

Mas acho que a maior parte das pessoas que opta pelo não aborto acaba por assumir as responsabilidades e ama o que cria.

OS do não possivelmente, se forem pessoal com 40%, de cultura ficam com peso na consciencia.

Saude a todos Forninhenses.
Jorge Urbano

Anónimo disse...

"Depois há uma terceira facção, que são os que preferem não saber e que acabam por ser a grande maioria"... é claro que haverá sempre gente com o comodismo suficiente para não opinar sobre qualquer assunto por mais importante que seja. Mas nesta questão do aborto, também há quem esteja relacionado directamente com o assunto e lhe tiram todo o direito de opinar sobre uma questão essencial: a sua própria existência. E aqui tens o meu comentário sobre assunto tão melindroso...

aluap disse...

Acima de tudo penso que as pessoas têm de ter a "...capacidade e a vontade de se colocarem no ponto de vista das outras que defendem outras ideias, por muito diferentes que sejam das nossas."

White_Fox disse...

É assim. Eu compreendo os dois polos. Mas acho que a prática do aborto deveria ser legalizada, desde que depois houvesse um certo controlo.
Desta forma as mulheres poderiam ter melhores condições e não precisariam de fazer tudo às escondidas.
Não estou aqui a dizer que se deve praticar o aborto. Acho que ao haver a tal liberalização, quem quisesse fazia, quem não quisesse não fazia.
Mas passem no meu blog que tenho um post também a falar deste tema.
O vosso blog tá mt fixe! ;)

aluap disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
aluap disse...

Só queria acrescentar que após o referendo realizado em Junho de 1998, em Janeiro de 2004 foram recolhidas cerca de 120.000 assinaturas pedindo a realização de um novo referendo, com vista à legalização do aborto. Mas o então primeiro ministro, José Manuel Durão Barroso, referiu que nenhuma outra consulta nesta matéria seria realizada até ao final do mandato do governo actual, que terminaria em 2006. Assim, Durão Barroso negou aos portugueses o direito democrático de realizar um novo referendo. Penso que é mesmo uma questão difícil para todos os políticos e não apenas para José Socrates.
The End

Ricardo Guerra disse...

Votei a favor do aborto e vou voltar a votar, embora considere que para algumas pessoas inconscientes pode ser um escape.
Voto porque acho que assim a legislação não pode continuar.

Agora acho que não deveria ser feito o referendo pois só vamos gastar dinheiro escusadamente!!! Pensem só no dinheiro que não vai ser gasto a nivel nacional, quando quase todos os partidos e presidente da republica estão de acordo.