quarta-feira, janeiro 28, 2009

CAMPANHA DE RESTAURO DEIXA A DESCOBERTO FRESCO DO SÉC. XVI

Um painel de frescos com a coroação da Virgem Maria foi encontrado no interior da capela de S. Marcos, na freguesia de Fonte Arcadinha, Aguiar da Beira, disse hoje à Lusa fonte da Diocese de Viseu.
Segundo Fátima Eusébio, historiadora do Departamento de Cultura da Diocese de Viseu, a pintura foi descoberta pelos técnicos que procedem ao restauro do interior da capela, admitindo que possa datar "do século XVI".
Segundo a responsável, a pintura que terá cerca de 2,5 metros de altura por cerca de dois metros de largura, "é policromática, embora predomine o tom de castanho, mas tem outras cores, nomeadamente o azul, nas vestes da Virgem".

"É uma obra que vai valorizar e enriquecer extraordinariamente o património da Diocese de Viseu e poderá ser mais um interesse [de atracção turística] para Aguiar da Beira", defendeu.
Os trabalhos de restauro da capela de S. Marcos foram iniciados, recentemente, pela empresa de Viana do Castelo - Atelier Samthiago, cujo gerente, Carlos Costa, disse hoje à Lusa que a pintura foi encontrada quando desmontaram o retábulo datado de meados do séc. XVIII, para reforço e consolidação da sua estrutura.

Fonte: Agência Lusa

7 comentários:

Carlos de Matos disse...

Ola Ricardo

arranjei a imagem para caber na coluna.

Boa nova dessa descoberta, que mostra todo o cuidado a ter quando se realiza obras em patrimonio. Na maioria dos casos não ha nada mas é necessario prevenir esse tipo de achado. E como voltar ao passado e descubrir a decoração dessa capela no século XVI.
E claramente um ponto de interesse para o levantamento historico do nosso concelho.

@té breve

aluap disse...

Pode ser que apareça um mecenas para ajudar.

inté

O Micróbio II disse...

Os tesouros estão sempre bem escondidos...

Ramiro Fonseca disse...

Olá a todos:
È bom que se vá encontrando algumas coisas antigas no nosso concelho pois acho que seria uma mais valia para todos os habitantes do concelho .
Mas como o Ricardo diz “”vai enriquecer o patrimonio da Diocese de Viseu”” nós pertencemos á Diocese mas a pena não ficar cá em Aguiar da Beira essa e outras em que noutras alturas teriam sido levadas de cá.

Até breve
Ramiro Fonseca

Ricardo Guerra disse...

Oi Râmiro,

No decorrer dos tempos aparecem sempre preciosidades destas... e quantas mais não estarão ainda por descobrir... se calhar mais do que as que já foram descobertas!

Não fui eu que disse que este fresco iria enriquecer o património da diocese de Viseu, mas sim Fátima Eusébio (responsável pelos bens culturais da diocese, a mesma senhora com quem falei relativamente a S. Pedro).

Este obra ao contrário de outras irá ficar em principio no seu local original, pelo que dá a perceber da reportagem.

No entanto, o municipio devia avançar para um MUSEU próprio para não perdermos a pouco e pouco o nosso património. Já se falou nisto, e eu até fui, penso que em 2001 a umas conferências sobre a possiblidade de um museu para Aguiar da Beira.

Um dia pode já ser tarde, se é que já não o é!

PPN disse...

Boa tarde

Relativamente ao comentário de Ramiro Fonseca:
Quando a Doutora Fátima Eusébio, coordenadora do Departamento dos Bens Culturais da Diocese de Viseu, fala que este achado vai enriquecer o património da Diocese de Viseu, refere-se à diocese como circunscrição territorial eclesiástica e não como instituição. A propriedade deste achado continuará a pertencer à respectiva paróquia e jamais se equacionou outra solução que não seja a manutenção da pintura no local em que está.

aluap disse...

Ainda que a Doutora Fátima Eusébio refira que este achado vai enriquecer o património da Diocese de Viseu, referindo-se à diocese como circunscrição territorial eclesiástica e não como instituição e que a propriedade deste mesmo achado continuará a pertencer à paróquia e no local onde se encontra, EU PERGUNTO:

E quando se trata de imagens, como foi o caso da imagem do nosso S. Pedro de Verona que foi levado pelo Pároco da altura para o Seminário de Fornos de Algodres (Seminário este que entretanto foi colocado à venda pela diocese de Viseu), não deveria o mesmo também voltar e ficar no lugar a que pertence? Ou seja, voltar a pertencer à respectiva paróquia: FORNINHOS?

Mas não…seria extremamente complicado devolver a imagem, porque a fazerem isso teriam de o fazer a todas as paróquias e ficavam sem os seus valores e depois não tinham peças valiosas para serem expostas num novo museu que, pelos vistos, nem sequer está construído!

Sinceramente há coisas que não se entendem…