sexta-feira, setembro 04, 2009

Na aldeia...

Como diz José Saramago no livro Levantado do Chão, "O que há mais na terra é paisagem".

Como no anterior post estivemos em S. Pedro, hoje vou levar-vos a vaguear pelo interior da nossa aldeia:









O granito aparelhado sempre foi o material por excelência dos edifícios, harmonizados e inseridos no meio natural, pela pedra que os estrutura. A nossa povoação é uma herança patrimonial de fundamental importância na compreensão da forma de vida dos nossos antepassados.

Devido à emigração europeia, hoje existem muitas habitações recentes a contrastar com o granito existente. No entanto, muitas são já as casas que vão sendo primorosa e tipicamente recuperadas, mantendo assim o granito.

8 comentários:

Agostinha disse...

Recuperadas fariam umas boas casas de fèrias....

Um abraço a todos

Ramiro Fonseca disse...

A nossa região a muito rica em granito, e foi muito utilizado pelos nossos antepassado como refere a Paula.
A pena que a utilização do granito seja de um preço elevado na construção das habitações, elas ficavam muito mais seguras e mais bonitas se não reparem nas reconstruídas na nossa terra.

aluap disse...

Exacto!
Deviam fazer algo semelhante do que fez o concelho de Castelo Branco, recuperou todas as casas de xisto e ainda deu uma verba a todos os proprietários de casas que não fossem de xisto, para que as mesmas fossem pintadas. Também todas as calçadas de xisto foram recuperadas.

5 *****

A nossa região precisa de iniciativas semelhantes a esta, só assim será possível não se perder as nossas raízes e a identidade cultural do nosso Povo.

ed santos disse...

Estas casas, podem nao ter muito valor monetário, mas culturalmente é um património muito valioso pelo facto de nos ser legado pelos nossos antepassados.
Já aqui escrevi algures, que estas casas de habitação que albergaram familias mais ou menos numerosas, devem ser preservadas, se recuperadas, melhor, mas sem alterar a sua estética exterior mas pelo menos não as utilizar para lixeiras como se tem verificado.
Eu sou de opinião,que as autarquias deviam tomar providencias, se os donos as não limpam, sejam estas a fazê-lo, não só porque estas casas nos transmitem um pouco da nossa história recente, como também pode ser uma questão de saúde pública. Um abraço para todos.

Lurdes disse...

O que é preciso na nossa região é vontade de preservar e valorizar o que temos de melhor que é as nossas habitações tradicionais, as nossas gentes...
Piscar o olho ao futuro mas sem esquecer o passado.

aluap disse...

N´umas são as lixeiras, n´outras é o perigo de derrocada!

A autarquia tem de começar a intervir, seja através de ajuda monetária para a recuperação das mesmas, seja através de notificação aos proprietários para procederem à limpeza e alertar para a questão do perigo de derrocada, sob pena de terem de actuar em conformidade!

Ricardo Guerra disse...

Este post é daqueles que eu gosto muito de ler, onde se identificam oportunidades de desenvolvimento para a nossa freguesia e para a região onde nos inserimos.

Cada um dando a sua opinião pode levar a mudança de mentalidades que no mundo em que estamos hoje, que corre á velocidade da luz em muitos aspectos, é preciso acompanhar e por vezes antecipar.

Em relação a isto queria deixar-vos um exemplo daquilo que também poderia ser uma hipotese de desenvolvimento. Estive com o Padre Nuno (padre que esteve em Vila Cova em tempos) nas Caldas da Cavaca e que me falou que existe uma grande comunidade de Holandeses a morar em Ferreira de Aves. Eu acho que poderia ser uma estratégia positiva a atracção destas gentes bem como outras através de uma espécie de uma rede imobiliária que promovesse a compra de imóveis para recuperação. Vinha dar mais vida às nossas aldeias envelhecidas e certamente poderiamos fazer intercâmbios interessantes. Estas pessoas passariam cá metade do ano, possivelmente.

É mais um contributo para o tema.

aluap disse...

O exemplo muitas vezes, senão sempre, vêm de outros concelhos, vizinhos ou não.

Muitas autarquias já recuperaram nos últimos anos, um conjunto de aldeias típicas, com o objectivo de “preservar a ruralidade” e “atrair turistas”. Nunca foi o caso do nosso concelho, infelizmente.

Quando fazem alguma coisa em termos de recuperar ou melhorar, como foi o programa habitacional para pessoas idosas, limitam-se a fazê-lo na casa de amigos ou familiares dos amigos…Forninhos, em particular tem alguns exemplos disso! Esquecendo-se muitas vezes que todos têm os mesmos direitos e que é o contribuinte quem paga a factura e se é para pagarmos, então que todos sejamos beneficiados!

Se um dia o nosso concelho se propuser a recuperar as casas e calçadas de granito, se isso acontecer, eu gostava que a nossa aldeia fosse a primeira a ser alvo dessa intervenção.