quinta-feira, setembro 17, 2009

Novos fins para as árvores mais jovens

Não se lembram daquele anúncio em que o Ricardo Araújo aparecia no ecran a dizer “falam, falam, mas não os vejo a fazer nada”?

Aqui também muito se tem falado no património florestal da nossa freguesia, em especial, do corte abusivo de pinheiros no Barreiro, sendo mesmo conversa de rua e de cafés, onde EU já ouvi: “…cortou pinheiros pequenos”, “… da grossura de um braço”, etc.

Ora, como penso pela minha própria cabeça e não pela dos outros e como é meu entendimento que as coisas não devem ficar “no ar”, até porque se trata de matéria que pode e deve ser debatida com seriedade, a minha questão é muito simples:

E se do pinheiro bravo de baixa densidade (árvores mais jovens, com diâmetro entre os 5 e os 17 cm), não se fizerem apenas estacas, mas sim outro tipo de estruturas como pontes ou móveis?

Como sabem, a nossa região é uma das mais afectadas pelos incêndios florestais e devido aos fogos, acaba por existir muita madeira que, devido à sua dimensão, apenas é utilizada, como todos também bem sabem, apenas para a produção de estacas.

Ora, a madeira do pinheiro bravo de baixa densidade, depois de devidamente tratada, poderá ser aproveitada para outro tipo de estruturas, podendo mesmo trazer investimento à nossa localidade.

Tudo isto, para dizer que a floresta em Forninhos já foi um recurso decisivo nas economias locais, mas será que ainda há algum resineiro?

Será que se FORNINHOS voltar a apostar, não ganha com isso?

4 comentários:

Augustinha disse...

Olá
Ainda ñ me dei ao trabalho de ir ver o barreiro sem pinheiros,tudo o k sei é atráves do blog e do diz k diz.Mas sempre cortaram pinheiros tanta polémica para k?Mal ou bem está feito,agora devem concentrarem-se na obra a realizar para assim o local voltar a ter vida.

Carlos de Matos disse...

Boas,

obrigado Paula por esse artigo que leva o blog mais uma vez fora das festas e romarias ;o)) que caminhada desde a sua abertura e felizmente ha os que fazem sem falar mas muitos poderiam fazer jà que não falam ;o))

Sempre me interessei a floresta e o teu artigo é merecedor porque aponta exactamente a falha na gestão da floresta em Portugal : o escoamento dos subprodutos florestais.

Houve melhoramentos na limpeza das matas mesmo que por facilidade a biomassa dos résiduos fique no sitio em vez de ser triturada e valorizada em aquecimento por exemplo, aumentando os riscos de incendio porque fica a secar debaixo das matas areladas.
As árvores mais jovens e sobretudo o pinheiro bravo so podem ser valorizadas em pasta de papel ou em aglomerados com colas etc... e pouco mais. O pinheiro bravo é bastante fragil e altera-se rapidamente se não for tratado em autoclaves. Ao meu ver a fileira florestal é bastante fraca no nosso concelho e tirando o fabrico de paletes não ha solução para valorizar o produto dessa floresta.
Por outro lado é preciso esclarecer as matas para deixar engrossar as árvores restantes e preparar o futuro, mas isso implica uma gestão florestal activa. Hoje em dia com os riscos de incendio e a necessidade de reflorestamento so pode ser levado a cabo por agrupamentos de produtores ou cooperativas.
Acho que existe um gabinete d'apoio tecnico na Câmara, basta criar uma associação florestal em Forninhos da qual a JF com a nossa riqueza em valdios poderia ser um motor como foi depois do grande fogo com a replantação das zonas ardidas.

Aqui fica o convite oficialmente aberto no Blog para criar uma associação de produtores florestais e porque não uma zona de intervenção florestal. Sei quanto o amor da floresta é partilhado em Forninhos, exemplos de sucesso em reflorestamentos mostram uma sensibilidade neste assunto. E unidos, partilhando as nossas experiências poderiamos ser um exemplo para muitas outras freguesias.

Deixo aqui um email para recensear quem quizer participar na constituição dessa nova associação : admin@forninhos.com

Penso que poderemos agendar uma assembleia constituinte dentro em breve em 2009.

@té breve

Carlos de Matos

aluap disse...

É certo que das árvores mais jovens e sobretudo do pinheiro bravo se a sua madeira não fôr devidamente tratada pouco se poderá aproveitar…salvo para a conhecida “árvore de natal” que ainda é muito usada na casa das famílias de Forninhos :). Mas hoje, em vários concelhos de Portugal já existe indústrias de madeiras que estão a aproveitar a madeira jovem do pinheiro bravo para pontes e cercas de madeira, muito em moda nas zonas rurais do nosso país.

A produção florestal onde predomina o pinheiro bravo, veio a ter por excelência a sua sementeira nas zonas onde o solo é montanhoso e pouco fértil, excepto as baixas e os valados, que favorecem o crescimento do pinheiro que se adapta bem ao clima existente. Lembro-me perfeitamente que onde havia esses solos ou havia mata ou se cultivava (com muito trabalho e pouco proveito)o centeio. Hoje penso que onde se semeava o centeio passaram a crescer pinheiros e a produzir-se madeira, lenha, caruma para estrume e outras aplicações domésticas e não sei se ainda se produz resina (?).

O pinheiro para mim, adoça o clima de Forninhos, passou a ser para mim o “rei” de toda aquela paisagem. Além disso, pode vir a constituir a mais importante fonte de rendimentos das gentes desta aldeia do interior centro, só diminuída, drasticamente, com a sucessão de incêndios que, ano após ano, vêm consumindo vastas áreas de pinhal :(

aluap disse...
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