terça-feira, fevereiro 17, 2009

Homossexuais: Casamento e Adopção?


O nosso primeiro ministro, tal como já foi aqui referido, em vez de se concentrar na crise em que vivemos, andou a preparar a campanha interna no seu partido e agora a candidatura ao governo com temas como a regionalização e o casamento entre homossexuais.
Ora o tema da regionalização já está neste momento em debate e agora trago-vos o tema da homossexualidade.
Gostava de saber a vossa opinião sobre se concordam com o casamento homossexual e também com a adopção de crianças por partes destes casais.
O que é que dizem sobre isto?

17 comentários:

Carlos de Matos disse...

Boa noite Ricardo,

o tema que lançaste é complexo e penso que não vem a propósito aqui no blogue pelo menos neste momento e neste assunto... ainda estavamos no Carnaval e não num debate nacional politico... ;o))

@té breve

Ricardo Guerra disse...

Boa noite Carlos,

Foi o tema de que me lembrei para colocar porque ontem na RTP no programa Pós e Contras, foi um debate bastante interessante entre os defensores dos direitos da homosexualidade contra os representantes da igreja e os que estavam contra o casamento homossexual.

É um tema que está na actualidade nacional.

O carnaval é daqui uma semana,que achas que devemos fazer até lá?

Nice e Saramago disse...

Concordo com o Ricardo pois é um bom tema e deve-se acabar com os taboos da sociadade dita civilizada.
Sou a favor tanto no casamento como na adopçao , no casamento sempre se acabava com o preconceito e a vergonnha que muitas vezes essa pessoas passam .
Concordo com a adopçao porque é preferivel ver uma criança a ser criada e amada por um par de homossexuais do que na rua e a passar fome tornando-se em mais um vandalo ou pior .
Um abraço bom tema

Carlos de Matos disse...

Ola a Todos

não tenho seguido o debate ai em Portugal mas é claro que faz parte de o debate a ter numa sociedade moderna e para o qual so pode haver uma resposta parcial.

Em França, existe uma forma de união civil ; "PACS" "pacto civil de solidariedade" aberta a casais homosexuais como a heterosexuais. Esta forma juridica é a unica forma de união possivel.

O casamento religioso e mesmo civil não é permitido como tambem não é possivel a adopção. As regras de protecção da infância são bastante mais drasticas do que em Portugal. E mesmo para o casal heterosexual é tão dificil adoptar que vão as vezes ao estrangeiro para obter uma criança.

Penso pessoalmente que a resposta francesa é suficiente para respeitar os direitos de todos como individuos e menores.

aluap disse...

Boas pra todos!

Julgo que o que o Ricardo não quis trazer com este post um “debate político” e embora o intróito possa levar a que se pense assim, acho que todos percebem que se trata de aqui debater também um assunto, no fundo, social.

Isto foi um aparte:)

Bom…
A verdade é que alguns casais homossexuais, ou mesmo muitos deles, já vivem juntos na mesma casa, no que se chama de união de facto, certo?

O casamento (civil) aos olhos da lei não é muito mais do que um CONTRATO celebrado entre as partes para terem determinados direitos, deveres, e para porventura se protegerem em caso de divórcio, certo?

No que toca aos homossexuais, gays, lésbicas, o que lhes quiserem chamar, eu acho que aos olhos da Lei eles poderiam casar-se, já que as relações deles já quase que se assemelham a casamentos, só falta mesmo assinar no papel... não é verdade?
Acho que ninguém vai olhar para eles de maneira diferente, por se poderem casar ou não!

Quanto à adopção.... assunto mais delicado (a meu ver).

Eu acho que ainda é cedo para que casais homossexuais possam adoptar crianças, pelo bem delas, porque pelo que observo da sociedade ela ainda não está preparada para tal. As pessoas olhariam com discriminação crianças adoptadas por casais homo, e isso iria ser prejudicial para elas, embora muitas delas se calhar teriam potencial para ser mais felizes do que muitas não adoptadas e que vivem em famílias completamente disfuncionais.

O problema é que a sociedade ainda não aceita bem a homossexualidade. E eu, sinceramente, faço parte dessa Sociedade. Da sociedade que não esta preparada ainda para aceitar casamentos e relações de homossexuais e principalmente adopções. Para ser sincera, a mim custa-me perceber a atracção do mesmo sexo, já que isso contraria a essência da humanidade e do projecto de Deus.

No entanto, respeito acima de tudo e aceito quando penso que cada pessoa tem de se sentir feliz!! E se na busca da sua felicidade encontra a paz de espírito na companhia de alguém do mesmo sexo, então apoio!

Para conseguir formular uma opinião mais sustentada acho que precisaria de conviver durante algum tempo com um casal homo para perceber até que ponto a entidade feminina/masculina não iria fazer falta à criança.

No meu ponto de vista é uma questão de dar tempo, como foi uma questão de tempo até se legalizar o aborto.

Nice e Saramago disse...

Quanto a discriminação provocada pela sociedade a ficava sujeita uma criança concordo com a Paula mas quanto a questão da possível falta da entidade feminina/masculina não concordo pois quantas crianças são só criadas pelas mães ou pais ?
Falo mesmo de mim pois só foi criado pela minha mãe e hoje sou pai de dois maravilhosos filhos , e ja vou com 15 anos de casado .

David disse...

Acho que a forma encontrada aqui em França, tal como já aqui disse o Carlos seria uma boa forma possível para Portugal.

Acho que para o povo português será muito difícil (mas não impossível claro) aceitar bem a homossexualidade.
Eu confesso que não aceito lá muito bem e como diz a minha irmã também a mim me custa perceber a atracção do mesmo sexo assim como acho que uma criança adoptada por um casal de homossexuais não será bem aceite pela sociedade.

Aguardemos…
Albuquerque David.

Anónimo disse...

Sinceramente, não tenho nada contra pelo contrário! Toda a gente merece ser FELIZ!!!
E não concordo quando dizem q o papel da família é importante, blá, blá, blá...
Desde sempre existem casamentos de fachada, por conveniência e até falta de respeito entre os cônjuges. E isso é permitido.
Será que no Séc. XXI ainda há pessoas que preferem a aparência à felicidade? É pena...
Na minha opinião, acho que deviam ter os mesmos direitos que nós, os heterossexuais. Pois são pessoas que igualmente contribuem e vivem no mesmo país que nós.
Será que era justo, agora, alguém impor-nos (aos heterossexuais) quem devemos ou não amar?
Em relação à adopção, igualmente de acordo.
Quantas crianças são criadas por um pai e uma mãe e não são amadas???!!
Quantas crianças que são criadas só, por exemplo, por uma família sÓ de mulheres (avó e mãe)? Isso torna-as gays??? Não....

O problema está na cabeça das pessoas.
Por isso,
OPEN YOUR MIND AND BE HAPPY!!!!!

:)
BJOS,
S.

aluap disse...

Acho que não é apenas um problema de cabeça... Existem uma série de factores a ter em conta.

O que a lei portuguesa diz é que uma criança não tem de ser adoptada por um casal heterossexual, mas pode também sê-lo por uma pessoa singular!

Tanto os casais heterossexuais como qualquer pessoa singular quando querem adoptar uma criança, luta, defende-se. Ora, os homossexuais só têm de o fazer também, provem que são capazes e que têm as mesmas condições para o fazer!

Só que o problema que se levanta na adopção de uma criança não é apenas a condição “amor” que aquela criança pode receber, existe uma série de factores a ter em conta, ou acham que os casais homossexuais não têm os mesmos problemas que os heterossexuais! Acham que entre eles é só Love??? Não existirá, mesmo hoje, entre eles, relações de conveniência e de fachada? Eles já são tão conflituosos quando se trata de partilha de divisão de coisa comum, agora imagino quando se tratar de dividir as responsabilidades parentais!!!
Ainda bem a que adopção tem limites e é feita com ponderação.

Expliquem-me como é que uma criança se sente quando é suposto a mãe ir à reunião de pais e quem aparece é um homem e intitula-se como mãe? E nas fichas para preencher na escola em que pedem o nome do pai e da mãe e a criança responde “João” e o nome da mãe é “Joaquim”, então, qualquer coisa está mal, não?

Uma criança que é criada apenas pela mãe ou apenas pelo pai; ou, que é criada por uma mãe e avó, eu acho que é muito diferente de uma criança que é criada por dois pais ou duas mães!

Cada um é como é, tá bem…mas homossexuais a adoptar crianças…NÃO!

No caso de 2 homens, quem é que amamenta?

E a continuação da raça?

Anónimo disse...

Quando se começou a falar que mulheres podiam começar a ter direito ao voto, achavam que a moral e bons costumes ia acabar...
E o que aconteceu?? Toda nós votamos e...
Amamentar? Estamos a falar de adopção... Mesmo em caso de heterossexuais, tb não vão amamentar...
Quantos casos de homossexualidade ja ouviram falar entre um casamento heterossexual.... ah pois é...
E não estereotipem os gays. Nem todos são Drag-queen's, e com gestos efeminados e ridículos...

:)
s.

Ricardo Guerra disse...

A minha opinião sobre o assunto assenta em dois pilares: a minha educação familiar e cristã e o meu desenvolvimento enquanto pessoa pelas várias paragens por onde passei.

Ora, a mim não me faz nenhuma confusão que haja casamentos entre homossexuais, nenhuma mesmo. COstumo dizer em tom de brincadeira... "quantos mais melhor!"
Acho que devem ter os mesmo direitos legais do casamento, para comprar casa, em questão de divórcio, etc.etc.

Agora em relação à adopção sou rendodantemente contra. Por acho que estamos só a ver o lado dos pais (homem e homem ou mulher e mulher) e estamos a esquecer-nos da parte mais importante que é a vontade da criança.

Eu acho que a criança pode ou não ficar afectada com a situação, mas no meu entender, ficaria sempre marcada.

Casamento SIM, adopção NÃO

Anónimo disse...

Pontos de vista à parte, deixem-me que vos diga, que é salutar esta "discussão" saudável e inteligente!!

E lanço um outro desafio!

Para quanto uma reunião, almoço, lanche, jantar, ou outro tipo de repasto, com os participantes do blog???!!!
A malta tem que se juntar!!!!

:)
Bjos,
S.

Anónimo disse...

Sinceramente concordo plenamente com os direitos q os homossexuais querem ver reconhecidos.Sim é verdade temos q respeitar as opções de cada um mas por favor não metam as crianças no assunto todos tem direito a ser felizes e escolher o seu caminho.Mas se uma criança q tem 2 pais 2 mães vai ser influenciada para o resto da vida como sera q ela se vai sentir a q ter em conta a sociedade q discrimina por tudo e por nada.Uma coisa é verdade com vai continuar a aumentar a população do planeta o homem não pode procriar sozinho e mesmo com o avanço da ciência a mulher tambem não,são precisos dois para fazer uma criança, para criar basta até um mas mesmo na falta de um sabemos q teve q existir.

Carlos de Matos disse...

Em relação a união civil e juridica acho que todos concordam. Cada um tem o direito de viver como entender.

A adopção é diferente. Esse ponto é essencial. Uma criança orfã é vulnerável, basta ver o que aconteceu em Portugal com a Casa Pia e noutros paises com redes de pedofilia constituidas.

O rigor e a protecção da infância nunca serão demais e concordo tambem que ha pais heterosexuais que deveriam ser destituidos da autoridade parental quando maltratam ou abusam dos proprios filhos. O amor não é forçamente dado pelos genitores etc... mas é da responsabilidade da sociedade de cuidar das crianças e de assegurar a sua protecção em todos os pontos.

A maioria de homosexuais tiveram pais heterosexuais e para a continuação da raça existe a procriação invitro, tambem ha familias reconstituidas... penso que tudo é possivel e complexo, mas penso que a adopção é uma grande responsabilidade, talvez mais do que conceber. Nesse ponto a sociedade tem a sua palavra e que seja em França, ou até mesmo em Espanha (onde ja existe o casamento) ela não aceita a adopção por casais homosexuais. Talvez isso mude daqui umas gerações.
E como dizia a Paula é mesmo um problema social e não politico ou moral.
Ricardo, quais foram as conclusões do debate dos pros e contras ?

@té breve

Ricardo Guerra disse...

As conclusões do programa como sempre é que ninguém se entende!!!
Uns falam em direitos, outros em significados de termos e palavras, olha... uma confusão. No entanto, foi engraçado, mas confesso que não vi o programa todo.

Por ter achado tão interessante a diferença de opiniões achei que era de colocar no blog, e acho que este tipo de temas enriquecem e alargam a temática do blog.

Agora já se fala na eutanásia... é uns atrás dos outros...de crise não é preciso.. :)

Agostinha disse...

Ola a todos!!

Francamente não tenho muitos preconceitos em respeito a gays ou lésbicas,penso que o casamento devia ser um direito jà conseguido pois a sexualidade de cada um de nós é pessoal e a homosexalidade jà existe desde sempre simplesmente a nossa sociedade podre tem um modelo de barbie e kent e tudo o que não seja desse modelo é excluido.
Felizmente tenho colegas de trabalho gays e posso dizer que são pessoas espectaculares iguais
a todos nós coisa que por vezes se esquece.
Mas infelizmente a sociedade portuguesa por mais que se queira ser igual a muitos paises europeus tem imensos preconceitos e muitas ideias feitas e o casmento homossexual ainda é só para inglês ver.

Quanto a adopção para mim e como jà foi dito jà existe de uma certa maneira pois com os divorcios o filhos são criados com o pai ou a mãe mesmo que haja visitas...então quando se vê a quantidade de crianças nos orfanatos e a quantidade de gente que nesta posição que gostaria de adoptar dà que pensar....
Á pessoas ditas normais que maltratam os seus próprios filhos e hà de certeza milhares pessoas homossexuais que têm imenso amor a dar a crianças que precisam uma segunda oportunidade!!!
Não sou contra mas isso traz um grande problema são as criticas da sociedade pois não é o modelo habitual, mas isso vem de casa se os pais tiverem mente aberta os filhos não vão mandar bocas estúpidas na escolas ou na rua, mas se os pais forem mente recuada e fechada é claro que haverà da parte dos filhos bocas muito estúpidas....
De todas as maneiras a adopção jà é muito dificil sendo um casal modelo ou mesmo pessoa só mais muito bem na vida então para este tipo de questão jà serà para uns tempos bem longuincuos...

Mas o problema principal é como fazer novos empregos, conservar os existentes para que haja melhor condição de vida para o nosso povo.


Até mais

Joaquim Vaz de Matos disse...

Boa noite,

ja fazia algum tempo que queria participar no blog de Forninhos, resolvi comentar esse artigo porque ha valores sobre os quais nao se deve negociar.

Cito D. José Policarpo que reafirma que a posição clara da Igreja a este respeito não é contra ninguém, significa, isso sim, a defesa da base antropológica fundamental da comunidade familiar em Portugal. Apoio a sua posição em relação aos homos, aos valores da nossa raça e do que faz que somos um povo com as suas particularidades.

Abraço patriota